Do alto do
prédio
um esquisito
olhar me
veio,
contemplei
querubins aflitos
no mármore
do devaneio.
Velhas árvores
regadas
pelas
carnes
putrefatas,
flores de
plástico
esquecidas
perdidas no
emaranhado
das datas.
Não sei,
estava tudo
tão calado,
me pareceu
loucura,
mas ouvi um
silêncio
nefasto,
típico das
sepulturas.
Irineu Magalhães
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