-Chefe!
-Não me
chame mais assim.
-Desculpe,
pensei que...
-Não pense.
-Desculpe.
-Pare de
ficar se desculpando, me dói os nervos. Sente-se sem fazer barulho.
-Tem algum
trabalho pra mim?
-Se aproxime
da luz!
-Tem os
olhos mortos do seu pai.
-Como disse?
-Quero que
você apague alguém.
-Quem?
-Faz
diferença?
-Não.
-Já disse
para entrar sem bater.
-Desc...
serviço feito.
-Viu algo no
noticiário hoje pela manhã?
-Não vejo
noticiário, eles me assustam.
-Melhor
assim... se aproxime da luz...
-Não
entendo.
-Vejo os
olhos mortos do seu pai... o pagamento está sobre a mesa.
Irineu Magalhães
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